Descubra como o epigrafista A. J. Drewes revolucionou a compreensão das inscrições axumitas, ligando artefactos antigos ao berço da humanidade na África.
A história da África antiga está repleta de mistérios que, aos poucos, são desvendados por dedicados estudiosos. Um desses pioneiros é A. J. Drewes, um epigrafista cuja análise detalhada de uma inscrição encontrada em Addi Galamo, no norte da Etiópia, lançou luz sobre o Reino de Axum em seus primórdios. Drewes não só interpretou o texto gravado num objeto de bronze associado ao rei GDR (ou GDRT), como também classificou certas placas de bronze como “marcas de identidade” – possivelmente selos ou emblemas pessoais que indicavam propriedade, status ou afiliação em sociedades antigas.
Este artigo mergulha nessa contribuição fascinante, conectando-a ao vasto contexto da evolucao humana como a africa moldou os destinos da humanidade. Afinal, o Reino de Axum, emergindo por volta do século III d.C., representa uma continuação direta das tradições pré-axumitas, enraizadas na pre-historia africana na sociedade e no berco da humanidade e de civilizacoes.
Quem Foi A. J. Drewes e Sua Contribuição à Epigrafia Africana
Abraham Johannes Drewes, mais conhecido como A. J. Drewes, foi um linguista e epigrafista holandês especializado em línguas semíticas antigas, particularmente o ge’ez – a língua litúrgica etíope derivada das inscrições axumitas. Seu trabalho no Recueil des Inscriptions de l’Éthiopie des périodes pré-axoumite et axoumite (RIÉ), em colaboração com Étienne Bernand e Roger Schneider, tornou-se referência obrigatória para estudiosos da arqueologia pre-historica na africa.
Drewes focou em artefactos menores, como objetos inscritos em bronze, que revelam detalhes cotidianos das elites axumitas. Sua interpretação da inscrição de Addi Galamo, datada do início do século III d.C., destaca-se por contextualizar o objeto como um possível cetro real (mzlt), oferecendo pistas sobre rituais de poder e dedicações religiosas.
Para entender melhor esse período de transição, vale explorar como os primeiros humanos na africa fascinantes deixaram legados que evoluíram para sociedades complexas, culminando em reinos como Axum, influenciados por migrações e trocas culturais descritas em as migracoes humanas na pre-historia.
A Descoberta em Addi Galamo: Um Tesouro Arqueológico
Addi Galamo, localizado na região de Atsbi e Dar’a, no Tigray oriental, é um sítio rico em artefactos pré-axumitas e axumitas iniciais. Na década de 1950, escavações revelaram taças de bronze, fragmentos de estátuas, altares e um objeto peculiar de bronze – descrito como um cetro ou “objeto em forma de bumerangue” – inscrito em ge’ez antigo.
A inscrição lê-se aproximadamente: gdr / ngśy / ʾksm / tbʿl / mzlt / lʾrg / wllmq. Drewes interpretou mzlt como “cetro” ou “insígnia real”, sugerindo que o rei GDR (identificado com GDRT mencionado em inscrições sul-arábicas) dedicava o objeto a santuários ou divindades (ʾrg e lmq, possivelmente referências a Almaqah ou locais sagrados).
Esse artefacto representa a mais antiga inscrição real em ge’ez conhecida, ligando diretamente o Reino de Axum às tradições sul-arábicas e pré-axumitas. Para contextualizar, pense nas descobertas incriveis a vida na africa que mostram continuidade desde a revolucao cultural na pre-historica.
O Contexto Histórico do Rei GDRT
GDRT, vocalizado como Gadarat, foi um dos primeiros reis axumitas a envolver-se em assuntos sul-arábicos, formando alianças contra Himyar. Inscrições em Yemen mencionam missões diplomáticas e guerras, enquanto o artefacto de Addi Galamo é a única evidência etíope direta de seu reinado.
Essa expansão reflete o papel da África como centro de poder, similar ao descrito em a africa que transformou o mundo e nas conquistas maritimas do reino de axum.
As Placas de Bronze como “Marcas de Identidade”
Drewes estendeu sua análise a pequenos objetos inscritos, como selos de bronze encontrados em Axum, Yeha e Matara. Muitos contêm palavras curtas dentro de figuras estilizadas de animais – interpretadas por ele como “marcas de identidade”.
Essas placas provavelmente serviam como selos pessoais, indicando propriedade de bens, autenticação de documentos ou status social. Em sociedades antigas, tais emblemas eram cruciais para comércio e administração, ecoando práticas vistas em ferramentas de pedra e artefatos evoluídas para objetos mais sofisticados.
Drewes, em colaboração com Francis Anfray, publicou esses itens no RIÉ, destacando sua importância para entender a burocracia axumita inicial. Elas conectam-se a tradições mais antigas, como as arte rupestre na africa das civilizacoes e arte rupestre e artefatos pre-historicos.
Comparação com Outros Artefactos Axumitas
Enquanto as grandes estelas de Axum simbolizam poder monumental (com placas de bronze ou douradas fixadas no topo, como descrito em fontes arqueológicas), esses pequenos objetos revelam o dia a dia. Drewes contrastou-os com inscrições em cerâmica e pedras, mostrando evolução da escrita.
Isso liga-se ao desenvolvimento da metalurgia e à ciencia e inovacao africanas.
O Legado de Drewes na Arqueologia Etíope
O trabalho de Drewes pavimentou o caminho para estudos modernos sobre transição pré-axumita para axumita. Sua datação paleográfica e interpretações linguísticas ajudaram a situar GDRT no início do século III, confirmando alianças com Saba.
Hoje, esses insights enriquecem narrativas sobre o reino de axum o elo perdido e os misterios do imperio axumita.
Influências Sul-Arábicas e Africanas Locais
A inscrição de Addi Galamo mistura elementos sul-arábicos (como altares dedicados) com inovações locais, refletindo trocas descritas em caravanas do saara comercio e conexoes e grandes rotas de comercio da antiguidade.
Conexões com a Pré-História Africana
Embora Axum seja “histórico”, suas raízes mergulham na pré-história. Os fosseis africanos desafiaram a historia e humanos sobreviveram na pre-historica mostram África como primeiro continente da humanidade.
Artefactos como ferramentas de pedra em primeiras ferramentas humanas na africa evoluíram para metais, culminando em bronzes axumitas.
Explorações como locais pre-historicos mais antigos e as primeiras trilhas humanas africa pre conectam épocas.
A Importância da Preservação e Estudo Contínuo
A importancia da preservacao do patrimonio é vital, especialmente em regiões como Tigray. Drewes enfatizou catalogação precisa para futuras gerações.
Isso ressoa com contribuicao da pre-historia africana para o conhecimento global.
Evolução da Escrita e Linguagem
A inscrição de Addi Galamo é uma das primeiras em ge’ez, ligando-se à evolucao da linguagem na pre-historia.
Impacto nas Civilizações Posteriores
O Reino de Axum influenciou Kush, Egito e além, como em reino de kush influencia na antiguidade e a civilizacao axumita e sua importancia.
Perguntas Frequentes
O que exatamente diz a inscrição de Addi Galamo?
A inscrição é: gdr ngśy ʾksm tbʿl mzlt lʾrg wllmq. Drewes traduz aproximadamente como “GDR, rei de Axum, deu este cetro aos santuários ʾRG e LMQ”.
As placas de bronze eram comuns no Reino de Axum?
Sim, especialmente selos pequenos classificados por Drewes como marcas de identidade, encontrados em múltiplos sítios.
Como o trabalho de Drewes se conecta à pré-história?
Ele liga inscrições axumitas a tradições mais antigas, mostrando continuidade desde os primeiros passos da humanidade.
Onde posso aprender mais sobre Axum?
Visite páginas como o reino de axum o elo perdido ou as conquistas maritimas do reino de axum.
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